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Selecção Nacional na Volta a Angola

Notícia Em actualização Última actualização: 8 de Outubro

Oito atletas representam Cabo Verde na prova, que se disputa entre 9 e 18 de Outubro.

Acompanhamento

8 de Outubro · Véspera: apresentação e treino

Na véspera do arranque ficou resolvida a principal preocupação da comitiva. O problema da bicicleta de Klisman Monteiro David foi superado com o aluguer de uma bicicleta em Luanda.

A solução não é a ideal — uma bicicleta alugada obriga a readaptar medidas e posição, e isso sente-se numa prova com etapas acima de 150 quilómetros — mas garante o essencial: os oito ciclistas convocados partem. Não foi obra de uma pessoa: o staff, a direcção e os atletas procuraram alternativas no terreno desde o primeiro dia, e é esse trabalho conjunto que permite apresentar a selecção completa.

A selecção participou na apresentação oficial das equipas da Volta a Angola, mostrando-se pela primeira vez ao público da prova com o equipamento nacional.

Os oito atletas da selecção nacional de Cabo Verde na apresentação das equipas da Volta a Angola
A selecção nacional de Cabo Verde na apresentação oficial das equipas da Volta a Angola, em Luanda.

No mesmo dia a equipa realizou um treino conjunto. São sessões que servem mais do que a forma física, que a esta altura já está feita: permitem verificar o material depois da viagem, adaptar o corpo ao calor e à humidade de Luanda — bem diferentes das condições de Santo Antão, São Vicente ou do Sal — e rodar em grupo, o que para uma equipa reunida de três ilhas e dois países não é um detalhe.

Falta a revisão final do material e as últimas afinações antes da primeira etapa, a 9 de Outubro.

7 de Outubro · Comitiva completa e equipamentos

O ciclista Nélio Cruz, que por razões operacionais teve de viajar um dia depois do resto do grupo, partiu a 6 de Outubro e chegou a Luanda a 7. A comitiva ficou completa.

O ciclista Nélio Cruz durante a viagem para Luanda
Nélio Cruz a caminho de Luanda, a 6 de Outubro.

Foi também o dia em que a equipa se apresentou com os equipamentos oficiais da Federação. O equipamento leva as cores e as estrelas da bandeira nacional, o emblema da Federação e as marcas do Banco BAI e da SITA, parceiros que vêm apoiando o ciclismo nacional.

Uma participação desta dimensão — levar oito atletas e o staff do arquipélago até Luanda, com material e equipamento — não se faz sem parceiros que acompanhem o projecto de forma continuada.

Dois atletas da selecção com o equipamento oficial da Federação Atleta da selecção com o equipamento oficial e a bicicleta de prova Atleta da selecção com o equipamento oficial Atleta da selecção com o equipamento oficial Atleta da selecção com o equipamento oficial

6 de Outubro · Chegada a Luanda

A comitiva chegou a Luanda a 6 de Outubro, vinda de Lisboa. A chegada trouxe também o primeiro problema da missão: a bicicleta de Klisman Monteiro David chegou com o quadro partido e uma roda amolgada.

Numa prova por etapas, a bicicleta não é um acessório — é a ferramenta de trabalho do atleta, afinada às suas medidas. Uma roda substitui-se; um quadro partido não se repara no local e significa, em princípio, não partir.

A resposta foi colectiva. Staff, direcção e os próprios atletas puseram-se a procurar alternativas em Luanda, com um objectivo simples: que nenhum dos oito convocados ficasse de fora por falta de material.

5 de Outubro · Partida

Juntar uma selecção num arquipélago começa por ser um exercício de logística. A comitiva nacional partiu em três grupos — de São Vicente, do Sal e da Praia — com ponto de encontro em Lisboa.

Na capital portuguesa juntaram-se ao grupo Ana Rita Vigário, Seleccionadora Nacional, e o ciclista Leandro Rosário Brito, que viajou de Itália, onde reside. Do Sal seguiu também Idelfrides Soares, o Didi, que nesta missão acumula as funções de chefe de missão e de mecânico da equipa.

A comitiva fez escala em Lisboa no próprio dia 5, com a chegada a Luanda prevista para o dia seguinte.

Atletas

  • Nadir LopesSanto Antão
  • Nélio CruzSão Vicente
  • Miklos MotaSão Vicente
  • Eliezer de Brito SoaresSal
  • Rúben Júnior LopesSanto Antão
  • Gilberto Monteiro DiasSanto Antão
  • Klisman Monteiro DavidSão Vicente
  • Leandro Rosário BritoItália

Equipa técnica

  • Ana Rita VigárioSeleccionadora · Portugal
  • Idelfrides SoaresChefe de missão · Sal

Já em Angola, integram também o staff o massagista Vânio e o assistente Bruno.

Enquadramento

A Selecção Nacional de Cabo Verde participa na Volta a Angola, que se disputa entre 9 e 18 de Outubro. A comitiva iniciou a viagem a 5 de Outubro e regressa a 19.

A representação nacional é composta por oito atletas, sob orientação da Seleccionadora Nacional Ana Rita Vigário, e de Idelfrides Soares como chefe de missão. É o primeiro compromisso internacional da selecção sob a nova direcção da Federação.

É a terceira participação de Cabo Verde na prova, a convite da Federação Angolana de Ciclismo, segundo o Presidente da Federação, Manuel Tomás Gomes. A Volta a Angola é uma competição exigente, que reúne ciclistas de países africanos e europeus e tem etapas de mais de 150 quilómetros.

A selecção dos atletas teve por base os resultados nas provas nacionais — incluindo campeões e vice-campeões nacionais — e o comportamento dos ciclistas em competição.

Quanto a objectivos, o Presidente da Federação afirmou que o principal é uma boa prestação que dignifique a bandeira nacional, acrescentando que entrar no top 10 ou vencer uma etapa seria "muito bom". Considerou ainda que o ciclismo cabo-verdiano está em evolução e melhora de ano para ano.

Declarações à Agência Inforpress, 5 de Outubro de 2026.

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